Sobre a demissão de Miguel Fonseca, nada quero dizer, porque essa é uma decisão muito pessoal, que só a ele diz respeito. Como ele afirma, não deixará de ser socialista, como o reconheço desde 1974.
Entrámos para o PS no mesmo dia, Juntos, eu, ele e o Rui Caetano subimos as escadas da velha sede da Rua do Surdo por volta das onze da manhã de 14 de Outubro de 1996, um dia após as legislativas regionais onde o PS-Madeira obteve 24,79% dos votos, para nos inscrevermos ante o olhar admirado de uma funcionária.
Tínhamos decidido essa entrada num convívio de verão dos colegas do curso de Humanidades, da Católica: se, mais uma vez derrotado, Emanuel Jardim Fernandes se atrevesse a dizer que o PS tinha ganho (as décimas do costume), não ficaríamos de braços cruzados.
Na segunda-feira, ainda estremunhado por uma noite de análise dos resultados, atendi o telefone. O Miguel lembrava-me: - Vamos lá cumprir a promessa!
A sua demissão resulta paradoxalmente do seu desejo de participação, eu sei. Não me interessa discutir as circunstâncias, mas sobre um facto tem absoluta razão: enquanto a Comissão Política do PS-Madeira não o aprovar, Maximiano Martins não passará de um provável candidato a cabeça-de-lista nas próximas eleições regionais. Por agora não tem legitimidade para se assumir como tal. É apenas a forma da vontade de Jacinto Serrão.
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