quarta-feira, 20 de julho de 2011

Candidatos ao Governo Regional



Por Agostinho Soares
            Outubro aproxima-se e com ele as próximas eleições regionais. PSD, PS e CDS começam a atirar todos os seus dados para a mesa dos eleitores.
            O PSD fala do passado. Coloca a linha de partida em 1976 e fala de tudo o que foi realizado até hoje. Tem razão: só ele governou, mais ninguém. A Madeira é hoje, para o mal e para o bem, o resultado de 35 anos de governação social-democrata, ainda que tenhamos de reconhecer a nossa interligação às grandes oscilações da política e da economia nacionais.
            O PS aponta para o futuro, um tempo por construir. A grande dificuldade da posição socialista é a de discernir, num mundo onde se dissolvem todas as garantias, uma alternativa propiciadora de trabalho, cultura e bem-estar.
            O PS-Madeira possui 37 anos de lutas e muitos fracassos eleitorais. Ninguém pode deixar de lhe relevar, porém, a defesa dos valores democráticos e a oposição a muitas iniciativas da governação regional que hoje qualquer cidadão se dá conta terem sido erradas.
            Os piores erros do PS-Madeira foram cometidos quando, na sua ânsia opositora, alinhou com os restantes partidos, no parlamento e fora dele, num frentismo anti-jardinista onde se diminuiu pela equivalência.
            Nas últimas eleições presidenciais assistiu-se a um forte abalo eleitoral resultante não só da intensidade corrosiva da sátira mas sobretudo do sentimento de vingança contra os partidos que assumiam funções governativas: PS na República, PSD na Região.
            Passado o sismo, PND e José Manuel Coelho degladiam-se agora por ocupar o pequeno espaço da contestação radical. Os grupos comunistas em volta da CDU e do BE podem novamente sonhar em assumir a vanguarda dos descontentes.
            O CDS teve a sua oportunidade, em consequência da revolta anti-socrática que passou pelo País. Integrado num grupo parlamentar muito pequeno na Assembleia da República, o líder regional do CDS ganhou destaque na sua terra, mas agora, para se conseguir impor, convoca para o Parque de Santa Catarina toda a estrutura nacional. Quer mostrar pujança com a gente de fora, que, ainda por cima, está no poder. Perdeu.
            O PS-Madeira está consciente de que é alternativa. Com esta gente? – perguntam os mesmos de sempre, depois de os oficiais do discurso único enxovalharem todos os socialistas ou que deles se aproximem.
            Ó meus amigos, os governos não se fazem com as listas de deputados. Nestas estão os candidatos a deputados. Os governantes, esses, aparecerão naturalmente, muitos, e de qualidade. O problema dos Madeirenses não radica na falta de competências.
                                                                                                         in Diário Cidade, de 19/7/2011
            

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