João Carlos Gouveia há catorze anos (repito: catorze anos) lançou, aquando da sua primeira candidatura à liderança do PS-Madeira, quatro propostas para melhorar a democraticidade no interior do partido:
- eleição directa do Presidente;
- fim das inerências para os congressistas;
- limitação de mandatos;
- primárias para escolha de candidatos aos cargos públicos.
Na altura, a maioria dos militantes considerou as propostas descabidas. A Comunicação Social, sempre pronta a acusar os partidos de se afastarem dos cidadãos e de fomentarem a partidocracia, também desvalorizou as propostas do grupo a que se denominou Novo PS.
Entretanto, Carlos César falou da limitação de mandatos e Santana Lopes defendeu a eleição directa dos líderes partidários. Como eram essas figuras, toda a gente achou boas ideias e, entretanto, ma Madeira as duas primeiras propostas de João Carlos Gouveia foram aceites pelo PS.
Quanto à limitação de mandatos, o País já aprovou no que respeita aos autarcas, esquecendo-se de fazer o mesmo em relação aos deputados e, sobretudo, esquecendo-se de aplicar a limitação no interior dos partidos.
Em relação às primárias, Francisco Assis, candidato à liderança do PS, veio agora propor o mesmo que João Carlos Gouveia em tempos. Preparem-se para ver a reacção de certos militantes e da Comunicação Social!
Ainda não decidi o meu apoio partidário, até porque Francisco Assis esteve demasiado próximo de Sócrates e da sua política de empobrecimento do País, mas começo a inclinar-me para alguém que defende uma aproximação entre os partidos e os cidadãos como sempre desejei.
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