terça-feira, 21 de agosto de 2012

Partidocracia


         Nos países comunistas (cujo maior exemplo era a União Soviética, mas onde se distinguiam as designadas repúblicas populares socialistas do Leste, a China ou Cuba), o poder político é sempre escolhido pelo comité central do Partido Comunista, sem que as populações possam interferir, pois vigora o sistema de partido único.
            Na República Democrática Popular da Coreia (Coreia do Norte), país governado, desder a sua fundação, logo após a II Guerra Mundial, pelo estalinista Partido dos Trabalhadores da Coreia, o poder passou de Kim-Il-sung para o seu filho Kim Jon-il e, com a recente morte deste, para o seu filho Kim Jong-Un, em autêntica monarquia comunista.
            No Bloco de Esquerda, que procura construir “uma esquerda socialista e popular” e que é uma plataforma que uniu o PSR (de tendência comunista trostskista e então liderado por Francisco Louçã) à UDP (de tendência comunista leninista-estalinista) e ao Movimento Política XXI, o seu líder anuncia abandonar a liderança e aponta os substitutos João Semedo e Catarina Martins para uma direcção bicéfala que será o expoente das quotas de género. Ninguém poderá estranhar, dado o método da escolha, a razão por que Louçã nunca experimentou uma direcção destas na sua liderança.
            Na Madeira, ouve-se que Alberto João Jardim será o responsável pela escolha do seu sucessor no PSD. As lideranças fortes, tantas vezes enaltecidas por comentadores de fraco espírito democrático, gostam de escolher os seus sucessores.

in "Diário Cidade" de 21/8/12
           
            

Sem comentários:

Enviar um comentário